Liberação Intertecidual Passiva (LIP®)

Esta técnica foi desenvolvida por Jean-Yves Vandewalle. Ela resulta de sua formação em diferentes técnicas (canadenses e americanas) e de suas pesquisas para potencializar os efeitos da crochetagem e melhorar o deslizamento intertecidual permitido pelo MVCAS*.

A LIP consiste em efetuar um ponto fixo manual sobre o músculo em posição encurtada, em direção a sua inserção proximal, e depois, colocar este músculo passivamente em posição alongada. Isto leva a um deslizamento entre o músculo implicado e os músculos adjacentes e, também, com os elementos teciduais do plano subjacente.

A restrição tecidual (ponto fixo) pode provocar igualmente, em função do caso clínico, um alongamento intrínseco do corpo muscular durante o alongamento passivo.

A técnica pode ser repetida várias vezes, deslocando-se a restrição tecidual (ponto fixo) no sentido próximo-distal.

A LIP se pratica após a realização da crochetagem, a fim de potencializar seus efeitos sobre os planos de deslizamento. Ela pode também, em função do exame, se integrar no protocolo de tratamento antes de um alongamento ou de uma liberação de cadeia muscular, com o objetivo de liberar os pontos de fixação responsáveis pelas perdas de mobilidade.

Esta técnica permite acessar especificamente os planos fasciais profundos, nos quais se encontram os elementos vasculonervosos. Logo, é uma técnica de escolha no tratamento das neuropatias periféricas de compressão (ciatalgias, nervo mediano, etc...). Promove, acessoriamente, um alongamento específico do músculo implicado quando o terapeuta não pode mobilizar nas amplitudes articulares máximas (após entorse, lesão de LCA, etc...)

LIP do extensor dos dedos

LIP do extensor dos dedos