Técnica de Inibição Fusal (TIF®)

Esta técnica se aplica aos músculos que não são acessíveis à crochetagem devido sua situação anatômica (poplíteo, pectíneo, subescapular, etc...). Ela também pode ser interessante para os elementos musculares apresentando tensões reflexas que alteram o deslizamento entre os planos teciduais.

É uma técnica funcional que permite liberar o arco reflexo automantido, por um desregramento do fuso neuromuscular (FNM), o qual mantém o músculo em tensão.

Colocamos o músculo em posição de encurtamento completo com o objetivo de limitar ao máximo a tensão no seio do FNM.

Realizamos um apoio manual sobre um ponto reflexo localizado no ventre muscular, o qual serve, sobretudo, de ponto monitor para controlar o relaxamento muscular. Adicionamos um componente de compressão no eixo do segmento para aumentar ainda mais este relaxamento, relaxamento este necessário para o sucesso da técnica.

Em seguida, mantemos a posição até a liberação completa do espasmo muscular devido ao equilíbrio das fibras intrafusais. Para finalizar, retornamos o segmento passivamente em posição neutra.

A TIF apresenta similaridades com a técnica de Jones, na qual ela foi inspirada. Entretanto, há algumas diferenças significativas:

  • manter a posição até perceber o relaxamento tecidual e não 90 segundos. O tempo necessário para a inibição depende do tempo de duração da tensão reflexa e da experiência do terapeuta.

  • não é o terapeuta que apoia sobre o ponto reflexo e sim, o contrário. O terapeuta coloca o ponto reflexo em contato com seu apoio manual e adiciona um componente de compressão.

Estes dois fatores tornam a técnica menos dolorosa e, como consequência, favorecem o relaxamento muscular e a eficácia da técnica.

A TIF não utiliza o reflexo cutâneo visceral, contrariamente à técnica de JONES ou de CHAPMAN.

TIF do tríceps sural

TIF do tríceps sural